Descubra 3 experimentos científicos chocantes do passado que violam a ética moderna e mudaram as regras da pesquisa humana | Canal Fez História

A história da ciência está repleta de avanços incríveis que moldaram o mundo em que vivemos. No entanto, nem todos os passos dados foram dados com respeito à dignidade humana. Muitos experimentos realizados no século XX, em particular, cruzaram linhas éticas que hoje são intransponíveis, levando ao sofrimento extremo de participantes involuntários ou desinformados.

Neste artigo, vamos explorar três dos experimentos mais controversos e antiéticos da história recente, analisando seu contexto histórico, os métodos utilizados, as consequências para as vítimas e o legado que deixaram para a ética científica. Esses casos servem como lembretes poderosos de que o progresso não pode justificar a desumanização.

Se você gosta de mergulhar em temas históricos profundos, explore mais no Canal Fez História, onde há artigos detalhados sobre diversas épocas, como a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) — período em que muitos desses abusos ocorreram — ou a Guerra Fria (1947-1991), que influenciou pesquisas secretas em vários países.

1. Os Experimentos Médicos Nazistas nos Campos de Concentração (1939-1945)

Durante o regime nazista na Alemanha, médicos e cientistas realizaram uma série de experimentos desumanos em prisioneiros de campos como Auschwitz, Dachau e Ravensbrück. Esses testes eram justificados como “pesquisas para o bem da raça ariana” ou para avançar o esforço de guerra, mas na prática envolviam tortura sistemática.

Entre os mais notórios estão os experimentos de hipotermia, onde prisioneiros eram imersos em água gelada ou expostos a temperaturas abaixo de zero para estudar os limites do corpo humano ao frio — supostamente para ajudar pilotos alemães abatidos no mar. Outros incluíam testes de alta altitude em câmaras de baixa pressão, injeções de substâncias químicas, cirurgias sem anestesia e experimentos com gêmeos conduzidos por Josef Mengele, que tentava provar teorias raciais pseudocientíficas.

“Os prisioneiros eram tratados como material descartável, sem qualquer consentimento ou consideração pela vida humana.” — Relatos de sobreviventes nos Julgamentos de Nuremberg.

Esses atos levaram ao Código de Nuremberg em 1947, o primeiro documento internacional a estabelecer princípios éticos para pesquisas com humanos, como o consentimento informado obrigatório. Para entender melhor o contexto histórico dessa era sombria, confira o artigo sobre o Império Romano (27 a.C. – 476 d.C.), que mostra como impérios antigos também lidavam com ética e poder, ou leia sobre Adolf Hitler, figura central nesse período.

Se você quer aprofundar em personalidades que marcaram a história, visite a página dedicada a Napoleão Bonaparte ou Albert Einstein, cientistas que viveram contrastes éticos nessa época.

2. O Estudo da Sífilis Não Tratada de Tuskegee (1932-1972)

Nos Estados Unidos, o Serviço de Saúde Pública conduziu um dos experimentos mais longos e vergonhosos da história médica: o Estudo Tuskegee. Durante 40 anos, cerca de 600 homens negros pobres do Alabama, muitos analfabetos, foram recrutados sob a promessa de cuidados médicos gratuitos, refeições e seguro de funeral.

Na realidade, 399 deles tinham sífilis, mas não foram informados da doença nem tratados — mesmo após a penicilina se tornar o tratamento padrão na década de 1940. Os pesquisadores queriam observar a progressão natural da doença até a morte, coletando dados em autópsias.

Os participantes sofriam cegueira, paralisia, demência e morte prematura, enquanto suas famílias eram infectadas. O estudo só terminou em 1972 após vazamento para a imprensa.

Esse caso expôs racismo sistêmico na ciência americana e levou à criação de comitês de ética em pesquisas (IRBs) e à Lei Nacional de Pesquisa em 1974.

Para contextualizar o racismo histórico nos EUA, leia sobre a Guerra Civil Norte-Americana (1861-1865) ou Abraham Lincoln, que lutou contra a escravidão. No Brasil, compare com temas como Os Escravos e 13 de Maio de 1888.

Se interessar por figuras que combateram injustiças, confira Mahatma Gandhi ou Martin Luther King — embora não tenha página específica, explore a Independência da Índia (1947).

Quer saber mais sobre ética em pesquisas históricas? Confira o artigo completo sobre a Revolução Industrial (c. 1760-1840), que também trouxe avanços com custos humanos altos.

3. A Unidade 731: Experimentos Biológicos e Químicos do Exército Japonês (1930s-1945)

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Unidade 731, comandada pelo general Shiro Ishii, realizou experimentos horrendos em prisioneiros chineses, coreanos, russos e aliados em Pingfang, na China ocupada. Chamados de “marutas” (toras de madeira), as vítimas eram dissecadas vivas, infectadas com peste bubônica, antraz, cólera e tifo, e usadas em testes de armas biológicas.

Mulheres eram estupradas para produzir sífilis, e famílias inteiras infectadas para estudar transmissão. Congelamentos, vivissecções sem anestesia e explosões de granadas em corpos vivos eram rotina. Estima-se que milhares morreram.

Após a guerra, os EUA concederam imunidade a Ishii e equipe em troca de dados — um acordo controverso que ecoa dilemas éticos semelhantes aos nazistas.

Esse capítulo sombrio é discutido na Ascensão do Japão (c. 1868-1945) e na Segunda Guerra Mundial. Para paralelos, veja Imperio Mongol (1206-1368) ou Guerra dos Cem Anos (1337-1453).

Por Que Esses Experimentos São Considerados Antiéticos Hoje?

Atualmente, princípios como consentimento informado, minimização de riscos, benefício proporcional e proteção de vulneráveis (declaração de Helsinque, 1964) proíbem tais práticas. Esses casos levaram a reformas globais na bioética.

Perguntas Frequentes

O que é consentimento informado?
É o direito do participante de entender e concordar livremente com a pesquisa, sem coerção.

Esses experimentos trouxeram algum avanço útil?
Alguns dados (como hipotermia) foram debatidos, mas a maioria é considerada inutilizável eticamente e cientificamente questionável.

Como evitar abusos hoje?
Comitês de ética revisam protocolos, e leis protegem participantes.

Há casos semelhantes no Brasil?
Embora não na mesma escala, debates éticos surgem em pesquisas históricas; explore História Contemporânea do Brasil.

Onde aprender mais sobre ética científica?
Comece pela Revolução Científica e figuras como Isaac Newton ou Charles Darwin.

Esses experimentos nos lembram que a ciência deve servir à humanidade, não explorá-la. Para mais conteúdos fascinantes, siga o Canal Fez História no YouTube, Instagram e Pinterest — lá postamos diariamente curiosidades históricas!

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